
Vaginose Bacteriana: Sintomas e Tratamento eficaz
4 de dezembro de 2025Vaginose bacteriana pode voltar? Como evitar a recorrência
12 de dezembro de 2025É comum que muitas mulheres confundam candidíase com vaginose bacteriana, já que ambas são infecções vaginais e podem provocar sintomas desconfortáveis. Apesar de terem sinais semelhantes em alguns casos, são problemas diferentes, com causas, tratamentos e abordagens distintas. Compreender as diferenças pode ajudar a identificar corretamente o problema e buscar o tratamento adequado.
O que é candidíase?

A candidíase é uma infecção causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida, que vive normalmente em pequenas quantidades na vagina. Em determinadas condições, como uso de antibióticos, alterações hormonais, sistema imunológico enfraquecido ou hábitos que favorecem um ambiente úmido, esse fungo pode proliferar demais e causar sintomas.
Entre os sinais mais comuns estão coceira intensa na região íntima, ardência, vermelhidão e um corrimento espesso, geralmente branco e com aspecto semelhante ao queijo cottage. Esses sintomas costumam causar bastante desconforto, especialmente no dia a dia.
O que é vaginose bacteriana?

A vaginose bacteriana, por sua vez, não é causada por fungos e sim por um desequilíbrio entre as bactérias que habitam a vagina. Quando as bactérias “boas”, responsáveis por manter o ambiente ácido e saudável, diminuem em número, outras bactérias podem se proliferar e provocar a VB.
Os sintomas mais comuns da vaginose bacteriana incluem corrimento com odor forte, muitas vezes descrito como “cheiro de peixe”, especialmente após relações sexuais, além de secreção cinzenta ou branca. Coceira e irritação também podem ocorrer, mas costumam ser menos intensas do que na candidíase.
Principais diferenças entre candidíase e vaginose bacteriana
Alguns pontos ajudam a diferenciar uma condição da outra, mesmo quando os sintomas se sobrepõem:
Causa
- Candidíase: provocada pelo crescimento excessivo de um fungo.
- Vaginose bacteriana: causada por desequilíbrio na flora bacteriana vaginal.
Sintomas típicos
- Candidíase: coceira intensa, ardência, corrimento espesso e esbranquiçado.
- Vaginose bacteriana: odor forte, corrimento fino e acinzentado, irritação moderada.
Odor
- A vaginose bacteriana costuma apresentar odor mais pronunciado, especialmente após relações sexuais, enquanto na candidíase o odor não é tão característico.
Tratamento
- As duas condições exigem tratamento médico, porém com abordagens diferentes. Antifúngicos são utilizados para candidíase, enquanto a vaginose bacteriana é tratada com antibióticos específicos.
Recorrência
- Tanto a candidíase quanto a vaginose bacteriana podem voltar se os fatores que causam o desequilíbrio não forem identificados e manejados. A análise individual por um ginecologista é essencial para entender a causa e prevenir novos episódios.
Como o diagnóstico é feito
Somente um ginecologista pode diagnosticar corretamente qual das duas condições está presente, com base no exame clínico e, quando necessário, na análise do corrimento. Exames como Papanicolau, avaliação do pH vaginal ou culturas específicas podem ajudar na confirmação e na escolha do tratamento mais eficaz.
Tratamento eficaz
O tratamento depende do diagnóstico preciso. Na candidíase, medicamentos antifúngicos tópicos ou orais costumam resolver a infecção. No caso da vaginose bacteriana, a terapia com antibióticos específicos ajuda a restaurar o equilíbrio bacteriano. Sempre siga a orientação médica e complete todo o tratamento prescrito, mesmo que os sintomas melhorem antes do término.
Prevenção e cuidados

Algumas medidas ajudam a reduzir a chance de desenvolver candidíase ou vaginose bacteriana. Usar roupas íntimas de algodão que deixem a pele respirar, evitar duchas íntimas e produtos perfumados na região genital, trocar roupas molhadas rapidamente e manter uma higiene íntima equilibrada são passos que favorecem a saúde vaginal.
Estilo de vida saudável, sono regular, alimentação balanceada e gerenciamento do estresse também contribuem para fortalecer o sistema imunológico e manter o equilíbrio da flora vaginal.
Importância de acompanhamento ginecológico

Sempre que houver mudanças no corrimento, odor persistente, coceira constante ou sinais que não desaparecem com cuidados básicos, é hora de procurar um ginecologista. A automedicação pode atrasar o diagnóstico correto e reduzir a eficácia do tratamento. O ginecologista avalia seus sintomas, realiza os exames necessários e indica a terapia mais adequada.
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