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27 de julho de 2026Sentir cólicas durante a gravidez é uma situação relativamente comum e que costuma gerar preocupação nas gestantes. Muitas mulheres associam esse sintoma imediatamente a um problema na gestação, mas, na maioria dos casos, as cólicas fazem parte das adaptações naturais que o corpo realiza para acomodar o crescimento do bebê.
Apesar disso, nem toda cólica deve ser considerada normal. Dependendo da intensidade, da duração e dos sintomas associados, ela pode indicar condições que necessitam de avaliação médica imediata.
Neste artigo, você entenderá quais são as principais causas das cólicas na gestação, quando elas são consideradas fisiológicas e em quais situações é importante procurar o obstetra.
É normal sentir cólicas durante a gravidez?
Sim. As cólicas podem ocorrer em diferentes fases da gravidez e, frequentemente, estão relacionadas às mudanças naturais do organismo.
O crescimento do útero, o alongamento dos ligamentos, as alterações hormonais e até mudanças no funcionamento intestinal podem provocar desconforto abdominal ao longo da gestação.
Em geral, as cólicas fisiológicas apresentam algumas características:
- Intensidade leve ou moderada;
- Curta duração;
- Melhoram espontaneamente ou com repouso;
- Não são acompanhadas de sangramento ou perda de líquido.
Sempre que houver dúvidas, o obstetra deve ser consultado.
Cólicas no início da gravidez
Durante o primeiro trimestre, é bastante comum sentir pequenas cólicas semelhantes às menstruais.
Isso acontece porque o organismo inicia importantes adaptações para manter a gestação.
Entre as principais causas estão:
- Crescimento inicial do útero;
- Aumento da circulação sanguínea na pelve;
- Alterações hormonais;
- Alongamento dos tecidos uterinos.
Na maioria das vezes, essas cólicas são discretas e desaparecem naturalmente.
Cólicas por implantação
Nas primeiras semanas, algumas mulheres podem sentir um leve desconforto relacionado ao processo de implantação do embrião no útero.
Esse sintoma costuma ser:
- Leve;
- Passageiro;
- Sem grande intensidade;
- Eventualmente acompanhado por um pequeno sangramento de implantação.
Nem todas as gestantes apresentam esse quadro.
Alongamento dos ligamentos do útero
Conforme a gravidez evolui, os ligamentos que sustentam o útero precisam acompanhar seu crescimento.
Essa adaptação pode provocar uma dor característica conhecida como dor do ligamento redondo.
Ela costuma surgir:
- Na parte inferior do abdômen;
- Na região da virilha;
- Em apenas um dos lados;
- Após tossir, espirrar, levantar rapidamente ou caminhar.
Apesar do desconforto, geralmente não representa risco para a gestação.
Leia também: Dor na gravidez: o que é normal e quando procurar o obstetra
Cólicas provocadas pelo crescimento do útero
À medida que o bebê cresce, o útero ocupa cada vez mais espaço dentro da cavidade abdominal.
Esse processo provoca estiramento dos músculos e tecidos ao redor, podendo causar sensação de peso ou cólicas leves, especialmente no segundo trimestre.
Essas dores costumam aparecer após atividades físicas ou longos períodos em pé.
Alterações intestinais também podem causar cólicas
Durante a gravidez, a ação da progesterona reduz o ritmo do funcionamento intestinal.
Como consequência, muitas gestantes apresentam:
- Prisão de ventre;
- Gases;
- Distensão abdominal;
- Desconforto intestinal.
Essas alterações podem provocar dores muito semelhantes às cólicas uterinas.
Uma alimentação rica em fibras, boa hidratação e atividade física orientada pelo médico ajudam a reduzir esses sintomas.
Contrações de treinamento
A partir do terceiro trimestre da gravidez, algumas mulheres começam a perceber as chamadas contrações de Braxton Hicks.
Embora sejam diferentes das cólicas tradicionais, muitas gestantes as descrevem como um endurecimento ou desconforto abdominal.
Essas contrações apresentam algumas características:
- São irregulares;
- Não aumentam progressivamente;
- Costumam desaparecer com repouso ou mudança de posição;
- Não provocam dilatação do colo do útero.
Quando as cólicas deixam de ser normais?
Algumas características indicam que a cólica precisa ser investigada.
É importante procurar atendimento médico quando ela apresenta:
- Forte intensidade;
- Duração prolongada;
- Frequência crescente;
- Piora progressiva;
- Associação com outros sintomas.
Nessas situações, o obstetra poderá identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.
Cólica acompanhada de sangramento
A presença de sangramento vaginal associada à cólica exige avaliação médica imediata.
Dependendo da idade gestacional, esse quadro pode estar relacionado a diferentes condições que precisam de investigação.
Mesmo quando o sangramento é pequeno, ele não deve ser ignorado.
Cólica com perda de líquido
A saída de líquido pela vagina pode indicar ruptura da bolsa amniótica.
Quando esse sintoma ocorre junto com dor abdominal ou contrações, é importante procurar atendimento rapidamente.
Cólicas antes das 37 semanas
Contrações dolorosas ou cólicas frequentes antes do termo da gestação podem representar sinais de trabalho de parto prematuro.
Quanto mais cedo forem identificadas, maiores são as possibilidades de intervenção quando necessária.
Infecção urinária pode causar cólicas?
Sim.
A infecção urinária é relativamente frequente durante a gravidez e pode provocar sintomas como:
- Dor na parte inferior do abdômen;
- Ardor ao urinar;
- Aumento da frequência urinária;
- Febre em alguns casos.
O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para evitar complicações maternas e fetais.
Infecções ginecológicas também merecem atenção
Algumas infecções vaginais ou cervicais podem causar desconforto abdominal associado a:
- Corrimento alterado;
- Mau cheiro;
- Coceira;
- Ardor.
Essas condições devem ser avaliadas pelo obstetra para definição do tratamento adequado.
Como o obstetra investiga a causa das cólicas?
Durante a consulta, o médico analisa diversos fatores, incluindo:
- Idade gestacional;
- Localização da dor;
- Intensidade;
- Frequência;
- Tempo de duração;
- Sintomas associados.
Dependendo da situação, exames complementares podem ser solicitados.
Quais exames podem ser realizados?
Entre os exames mais utilizados estão:
Ultrassonografia obstétrica
Permite avaliar o desenvolvimento do bebê, a placenta, o líquido amniótico e o colo do útero.
Também auxilia na investigação das causas da dor.
Exames laboratoriais
Podem ser indicados quando existe suspeita de infecção urinária, alterações inflamatórias ou outras condições clínicas.
Avaliação clínica
O exame físico realizado pelo obstetra é essencial para definir a necessidade de exames complementares e estabelecer a melhor conduta.
Como aliviar as cólicas fisiológicas?
Quando as cólicas estão relacionadas às adaptações naturais da gestação, algumas medidas costumam ajudar:
- Descansar sempre que possível;
- Manter boa hidratação;
- Evitar esforços excessivos;
- Alimentar-se adequadamente;
- Evitar longos períodos na mesma posição;
- Praticar atividades físicas autorizadas pelo médico.
Medicamentos só devem ser utilizados com orientação médica.
Quando procurar atendimento imediatamente?
A gestante deve procurar assistência médica sem demora caso apresente:
- Cólica intensa e persistente;
- Sangramento vaginal;
- Perda de líquido;
- Contrações frequentes antes das 37 semanas;
- Febre;
- Dor intensa ao urinar;
- Redução dos movimentos do bebê nas fases em que eles já são percebidos.
Esses sintomas podem indicar situações que exigem avaliação urgente.
O pré-natal é essencial para acompanhar a saúde da gestação
As consultas de pré-natal permitem acompanhar todas as mudanças que acontecem durante a gravidez e identificar precocemente possíveis complicações.
Além de esclarecer dúvidas sobre sintomas comuns, o obstetra orienta a gestante sobre os sinais que exigem atenção e realiza o monitoramento do desenvolvimento do bebê ao longo de toda a gestação.
Conte com acompanhamento especializado durante toda a gravidez
Embora muitas cólicas façam parte das adaptações naturais da gestação, toda gestante deve conhecer os sinais que indicam a necessidade de avaliação médica. O acompanhamento adequado oferece mais tranquilidade e contribui para uma gravidez mais segura.
Na NZ Saúde, as gestantes contam com atendimento especializado em pré-natal de baixo e alto risco, além de acompanhamento em medicina fetal quando indicado.
Agende sua consulta e tenha o suporte de uma equipe preparada para acompanhar sua gestação com segurança, cuidado e atenção em cada etapa.












